Faz tempo que eu não percorro o fértil caminho das elucubrações ludopédicas. Minha principal desculpa era a falta de inspiração, uma soma de falta de assunto com distanciamento do mundo futebolístico. Pois eis que ontem, quando consegui assistir Peñarol x Santos, ambas as justificativas caíram por terra.
Já do meio para o fim do jogo, comecei a projetar uma possível (seguro-me para não escrever 'provável' e zicar o Santos) classificação de Muricy, Neymar, Ganso & cia para o Mundial de Clubes do fim do ano. Não só o épico embate com o Barcelona, mas todos os impactos que ele poderia dar no futebol mundial.
Por exemplo, imaginem que o Barça começa a temporada que vem do mesmo jeito que acabou essa: passando por cima do Real. Imaginem uma goleada na Supercopa da Espanha já para começo de conversa. Imaginem também que o confronto do 1º turno do Campeonato Espanhol aconteça logo antes do início do Mundial de Clubes e que role outra derrota acachapante dos comandados de José Mourinho. Chegado o Mundial, imaginem que o Barça enfie uma goleada histórica na semifinal contra um Al alguma coisa e chegue na final jogando seu melhor futebol até o momento.
Daí, imaginem a final. Imaginem que o Pará anule o Messi (como o Ceará anulou Ronaldinho em 2006). Imaginem que Arouca e Danilo sejam as sombras de Iniesta e Xavi e não os deixem respirar. Imaginem que Ganso deixe Neymar no mano com Puyol logo aos 10' e que o Santos abra o placar. Imaginem que o Barça vá para a pressão, tenha 75% de posse de bola, mas que Rafael faça a melhor partida da sua vida (como Rogério Ceni em 2005) e que, no contra-ataque, o Santos faça 2x0 ainda no 1º tempo.
Imaginem que o panorama não mude no 2º tempo - o Barça suba para 80% de posse, o Santos se defenda como se a vida dependesse disso. Guardiola lança mão de todos os seus atacantes no banco, Daniel Alves vira ponta-direita, o esquema lembra um 2-3-5. Messi consegue se livrar de Pará pela primeira vez no jogo, mas Edu Dracena aparece na cobertura e dá um bico na bola. No primeiro contra-ataque que encaixa no 2º tempo, o Peixe amplia para 3x0.
O Barça não se entrega - ainda falta meia hora de jogo, ainda dá para sonhar com o empate. Porém, além de Rafael continuar operando milagres, a trave ainda salva o Santos em duas oportunidades. Aos 30', Ganso recebe uma bola no grande círculo, avança até a intermediária catalã e solta um petardo no ângulo de Valdéz. 4x0, caixão fechado.
Por fim, imaginem o que se passa na cabeça de Florentino Perez, presidente do Real, nessa hora. Os milhões gastos com Mourinho e os seguidos vexames pela mão dos maiores rivais. Seu elenco estelar se humilhando a cada encontro com os blaugranas. E esse treinador brasileiro me consegue não só parar o Barcelona, mas ainda colocá-lo de joelhos! E por uma fração do preço! É tudo o que ele precisa!
No dia seguinte, o Marca divulga a demissão de Mourinho e a proposta milionária para Muricy ir do Santos para os merengues. The Special One solta o verbo contra o Real, a cidade de Madri e a Espanha como um todo e volta ao Chelsea, que por essa época já deve ter demitido seu 3º técnico do ano.
Uma comitiva merengue vem à Santos para fazer a proposta ao técnico brasileiro, sendo recebida para um churrasco em sua casa no Guarujá. Depois de muita discussão, muita seda rasgada, Muricy condiciona seu acerto a dois pontos: a diretoria santista liberá-lo do contrato e o Real contratar também o Pará. Florentino, que esperava ter que desembolsar milhões para levar Neymar e Ganso, aceita na hora.
Assim, nasce a era do Muricy-fútbol!
quinta-feira, 16 de junho de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Bolsão do Brasileirão
Aproveitando uma idéia genial do Everton na Copa do Mundo, organizei um Bolsão (Bolão + Bolsa de valores) para o Brasileiro desse ano. As regras não são simples, mas também não são nada de outro mundo - lendo com atenção, dá até para entender de primeira.
O jogo consiste em uma mescla de futurologia futebolística com mercado de ações. A idéia é fazer com que cada um dos participantes seja um investidor na Bolsa de Valores do Brasileirão - Série A. Cada um começa com um valor definido ($ 100.000) e pode comprar ações dos times a cada janela de negociação. As janelas acontecem a cada 3 rodadas, com exceção das últimas de cada turno, que são de clássicos. Assim, serão 14 atualizações no ano inteiro (7 por turno), com uma distância mínima de 1 semana e máxima de 3 semanas entre elas.
A carteira de ações de cada investidor deve ter um mínimo de 4 e um máximo de 8 papéis (times) por janela. A quantidade de cada papel é definida pelo caixa de cada investidor.
As regras de valorização é que complicam um pouco, mas nada de outro mundo.
Os times são divididos em 4 clusters: Zona da Libertadores, Zona da Sul-americana, Limbo e Zona do Rebaixamento. Jogos contra times de cluster mais alto são mais difíceis que contra os de cluster mais baixo. Assim, tudo o que um time fizer contra um time de cluster mais alto vale mais do que o de cluster mais baixo. Da mesma forma, jogar fora de casa é mais difícil do que em casa, então vitórias e gols fora dão mais bônus, enquanto derrotas e gols sofridos em casa tiram mais. Porém, alguns times são melhores que os outros em casa e fora. Assim, todos os bônus são multiplicados por 1 + o aproveitamento de pontos do adversário em casa ou fora (dependendo de onde ele estiver jogando). Assim, ganhar de um time que nunca perdeu em casa vale duas vezes mais que de um que não ganhou nenhuma.
Resumindo: podemos ganhar $ com vitórias, empates, gols pró e saldo de gols positivo e podemos perder com derrotas, gols sofridos e saldo de gols negativo.
A pontuação inicial dos times é um bem bolado entre o total de pontos obtidos pelo time na história dos pontos corridos (vezes 2 = fator histórico), a média de pontos obtidos por todos os 20 times na história dos pontos corridos e um bônus referente à posição no ano anterior (20 pontos para o campeão, 19 para o segundo, etc).
Cada investidor recebeu uma planilha com um simulador, onde pode palpitar os resultados e ver quais papéis terão maior valorização no período. O simulador também serve como ordem de compra, enviada a mim até o fechamento de cada janela com a composição da carteira, além de ser uma ferramenta para acompanhar o desempenho dos papéis durante a janela. É só jogar o resultado real lá para ter uma visão real-time da sua carteira. É, amigo, pintou bolinha na tela é dinheiro no bolso. Ou não.
Os investidores participantes são:
Edu - idealizador do Bolsão do Brasileiro
Everton - inventor do formato do Bolsão, favorito natural ao posto de George Soros do jogo
Thiago, Rafa, Danilo, Sergio, Renny, Katsuo, Serginho - turma ex-VR que participou do Bolsão da Copa do Mundo. O Rafa, inclusive, foi o campeão, com uma arrancada fantástica no final
Bruno e Helmer - irmãos do Serginho
Nando - meu irmão, jura que vai entender as regras até o fim do 1º turno
Leo - meu 'irmão', experiente nos bolões tradicionais, veio testar sua habilidade em outro campo
Gustavo - trivelista, jornalista esportivo, entrou para dar um toque de qualidade no meio campo do Bolsão
Fabio - pitaqueiro, palmeirense e degustador do futebol mundial, também veio buscar novos horizontes, além dos Fantasys da UEFA
Para fins de compliance e em prol da transparência de informações, vou divulgar os palpites e resultados do Bolsão aqui, Onde Não Nasce Grama.
Sejam todos bem-vindos para pitacar, cornetar e comentar.
O jogo consiste em uma mescla de futurologia futebolística com mercado de ações. A idéia é fazer com que cada um dos participantes seja um investidor na Bolsa de Valores do Brasileirão - Série A. Cada um começa com um valor definido ($ 100.000) e pode comprar ações dos times a cada janela de negociação. As janelas acontecem a cada 3 rodadas, com exceção das últimas de cada turno, que são de clássicos. Assim, serão 14 atualizações no ano inteiro (7 por turno), com uma distância mínima de 1 semana e máxima de 3 semanas entre elas.
A carteira de ações de cada investidor deve ter um mínimo de 4 e um máximo de 8 papéis (times) por janela. A quantidade de cada papel é definida pelo caixa de cada investidor.
As regras de valorização é que complicam um pouco, mas nada de outro mundo.
Os times são divididos em 4 clusters: Zona da Libertadores, Zona da Sul-americana, Limbo e Zona do Rebaixamento. Jogos contra times de cluster mais alto são mais difíceis que contra os de cluster mais baixo. Assim, tudo o que um time fizer contra um time de cluster mais alto vale mais do que o de cluster mais baixo. Da mesma forma, jogar fora de casa é mais difícil do que em casa, então vitórias e gols fora dão mais bônus, enquanto derrotas e gols sofridos em casa tiram mais. Porém, alguns times são melhores que os outros em casa e fora. Assim, todos os bônus são multiplicados por 1 + o aproveitamento de pontos do adversário em casa ou fora (dependendo de onde ele estiver jogando). Assim, ganhar de um time que nunca perdeu em casa vale duas vezes mais que de um que não ganhou nenhuma.
Resumindo: podemos ganhar $ com vitórias, empates, gols pró e saldo de gols positivo e podemos perder com derrotas, gols sofridos e saldo de gols negativo.
A pontuação inicial dos times é um bem bolado entre o total de pontos obtidos pelo time na história dos pontos corridos (vezes 2 = fator histórico), a média de pontos obtidos por todos os 20 times na história dos pontos corridos e um bônus referente à posição no ano anterior (20 pontos para o campeão, 19 para o segundo, etc).
Cada investidor recebeu uma planilha com um simulador, onde pode palpitar os resultados e ver quais papéis terão maior valorização no período. O simulador também serve como ordem de compra, enviada a mim até o fechamento de cada janela com a composição da carteira, além de ser uma ferramenta para acompanhar o desempenho dos papéis durante a janela. É só jogar o resultado real lá para ter uma visão real-time da sua carteira. É, amigo, pintou bolinha na tela é dinheiro no bolso. Ou não.
Os investidores participantes são:
Edu - idealizador do Bolsão do Brasileiro
Everton - inventor do formato do Bolsão, favorito natural ao posto de George Soros do jogo
Thiago, Rafa, Danilo, Sergio, Renny, Katsuo, Serginho - turma ex-VR que participou do Bolsão da Copa do Mundo. O Rafa, inclusive, foi o campeão, com uma arrancada fantástica no final
Bruno e Helmer - irmãos do Serginho
Nando - meu irmão, jura que vai entender as regras até o fim do 1º turno
Leo - meu 'irmão', experiente nos bolões tradicionais, veio testar sua habilidade em outro campo
Gustavo - trivelista, jornalista esportivo, entrou para dar um toque de qualidade no meio campo do Bolsão
Fabio - pitaqueiro, palmeirense e degustador do futebol mundial, também veio buscar novos horizontes, além dos Fantasys da UEFA
Para fins de compliance e em prol da transparência de informações, vou divulgar os palpites e resultados do Bolsão aqui, Onde Não Nasce Grama.
Sejam todos bem-vindos para pitacar, cornetar e comentar.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Dia do Goleiro
Eu até pensei em postar alguma coisa em honra a nós, goleiros, que merecemos mais do que ninguém. Porém, veio o Manuel Neuer e me fez essa baita homenagem aqui. Como isso vale mais do que qualquer coisa que eu pudesse ter escrito, simplesmente assino embaixo - principalmente na cabeçada do Giggs, no 1º tempo.
PS - O vídeo tem mais de 4 minutos, mas a homenagem vai apenas até os 2m30s. O blog aconselha veementemente que não se assistam as cenas seguintes, que são, pra dizer o mínimo, assaz desrespeitosas num dia tão importante.
PS - O vídeo tem mais de 4 minutos, mas a homenagem vai apenas até os 2m30s. O blog aconselha veementemente que não se assistam as cenas seguintes, que são, pra dizer o mínimo, assaz desrespeitosas num dia tão importante.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Eba! Papai tá ati!
Para quem ainda não sabe, a Lui já fala e entende praticamente tudo. Ela ainda tem palavras específicas na língua dela, como 'Titi' para Mickey e 'Pacolulu' para o Sapo Cururu, mas a comunicação flui facilmente - desde que ela esteja sem a chupeta (ou 'sassy', de 'pacifier') na boca, claro.
Certa vez, ela e a mãe foram me buscar perto do Pão de Açúcar, onde o fretado me deixa. Como elas ainda iam demorar para chegar, eu aproveitei para fazer algumas compras e, entre outras coisas, levei pão. Um pão recém saído do forno, com aquele cheirinho convidativo.
Quando as duas chegaram e eu entrei no carro, o aroma invadiu o ambiente e a resposta foi praticamente imediata:
- Papai, té pão!
A partir desse dia, toda vez que a Lui vai me buscar de carro, sou recebido não com um 'oi' ou um beijo, mas com um 'té pão'. Nada te faz sentir tão bem-vindo quanto um 'té pão'. Principalmente quando você esquece de comprar o tal do pão.
Além disso, ultimamente a Lui tem demonstrado uma certa preferência por ser retirada da cadeirinha pela mãe e não por mim. Basta a gente entrar na garagem - eu nem sequer me mexi no banco - que ela começa a dizer:
- Não, Papai! Mamãe, mamãe! Não, Papai!
Também é excelente para a autoestima, quase não faz você pensar o que será que fez de errado. E ontem, a San ainda virou para a Lui e disse:
- Não pode falar assim com o Papai, isso é muito feio!
Pois a baixinha só ouviu 'Papai' e 'feio'. Ela veio até mim, deu um tapinha na minha perna e falou:
- Feio, Papai!
Isso tudo só para ilustrar minha expectativa quando fui tirar a Lui do banho - o que por si só já é um trabalho hercúleo. Pois bem, depois de extrair a princesa do chuveiro, secá-la, colocar a fralda e o pijama, começou o processo de convencê-la a ir dormir.
Normalmente, esse processo pode ocorrer de duas maneiras: ou ela desmaia já no trocador, ou fica brigando para não dormir. Ontem parecia que ia ser do tipo difícil, até que ela viu uma foto no mural do quarto e quis dar um beijo de boa noite nos amigos. Depois da sessão de beijos, foi tudo mais fácil: ela tomou o leitinho, pediu o Titi e a Minnie e dormiu. Ou pelo menos foi o que eu pensei.
Estava na cozinha preparando as mamadeiras da madrugada, quando ela começou a chamar:
- Papai! Mamãe! Mamãe!
Como a mãe estava indisponível, lá fui eu ver o que a baixinha queria, já preparado para ouvir um 'Não, Papai! Té Mamãe!'.
Abri a porta e antes que eu falasse alguma coisa, ela disse:
- Mamãe, té papai!
Eu respondi com um 'Papai tá aqui' e daí ela soltou a frase do dia (e da semana, se não for do mês ou do ano):
- Eba! Papai tá ati!
Nada mais a declarar.
Certa vez, ela e a mãe foram me buscar perto do Pão de Açúcar, onde o fretado me deixa. Como elas ainda iam demorar para chegar, eu aproveitei para fazer algumas compras e, entre outras coisas, levei pão. Um pão recém saído do forno, com aquele cheirinho convidativo.
Quando as duas chegaram e eu entrei no carro, o aroma invadiu o ambiente e a resposta foi praticamente imediata:
- Papai, té pão!
A partir desse dia, toda vez que a Lui vai me buscar de carro, sou recebido não com um 'oi' ou um beijo, mas com um 'té pão'. Nada te faz sentir tão bem-vindo quanto um 'té pão'. Principalmente quando você esquece de comprar o tal do pão.
Além disso, ultimamente a Lui tem demonstrado uma certa preferência por ser retirada da cadeirinha pela mãe e não por mim. Basta a gente entrar na garagem - eu nem sequer me mexi no banco - que ela começa a dizer:
- Não, Papai! Mamãe, mamãe! Não, Papai!
Também é excelente para a autoestima, quase não faz você pensar o que será que fez de errado. E ontem, a San ainda virou para a Lui e disse:
- Não pode falar assim com o Papai, isso é muito feio!
Pois a baixinha só ouviu 'Papai' e 'feio'. Ela veio até mim, deu um tapinha na minha perna e falou:
- Feio, Papai!
Isso tudo só para ilustrar minha expectativa quando fui tirar a Lui do banho - o que por si só já é um trabalho hercúleo. Pois bem, depois de extrair a princesa do chuveiro, secá-la, colocar a fralda e o pijama, começou o processo de convencê-la a ir dormir.
Normalmente, esse processo pode ocorrer de duas maneiras: ou ela desmaia já no trocador, ou fica brigando para não dormir. Ontem parecia que ia ser do tipo difícil, até que ela viu uma foto no mural do quarto e quis dar um beijo de boa noite nos amigos. Depois da sessão de beijos, foi tudo mais fácil: ela tomou o leitinho, pediu o Titi e a Minnie e dormiu. Ou pelo menos foi o que eu pensei.
Estava na cozinha preparando as mamadeiras da madrugada, quando ela começou a chamar:
- Papai! Mamãe! Mamãe!
Como a mãe estava indisponível, lá fui eu ver o que a baixinha queria, já preparado para ouvir um 'Não, Papai! Té Mamãe!'.
Abri a porta e antes que eu falasse alguma coisa, ela disse:
- Mamãe, té papai!
Eu respondi com um 'Papai tá aqui' e daí ela soltou a frase do dia (e da semana, se não for do mês ou do ano):
- Eba! Papai tá ati!
Nada mais a declarar.
Diz a lenda...
...que um blog só é dado como morto após um ano de inatividade. Pois cá estou eu para comprovar o dito!
Em verdade, digo-vos que só um acontecimento de grande porte me traria de volta para cá, para Onde Não Nasce Grama. Algo capaz de redistribuir as forças elementares do Universo. Nada dessas frivolidades de Copa do Mundo ou aposentadoria do Ronaldo, nada de eleições presidenciais, terremotos, tsunamis ou guerras.
Para garantir a correta distribuição dos assuntos nos marcadores, deixo mais detalhes para o próximo post.
Em verdade, digo-vos que só um acontecimento de grande porte me traria de volta para cá, para Onde Não Nasce Grama. Algo capaz de redistribuir as forças elementares do Universo. Nada dessas frivolidades de Copa do Mundo ou aposentadoria do Ronaldo, nada de eleições presidenciais, terremotos, tsunamis ou guerras.
Para garantir a correta distribuição dos assuntos nos marcadores, deixo mais detalhes para o próximo post.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
De video-games, craques e super-heróis
Um amigo meu diz que o único problema do Winning Eleven é a existência de super-heróis no jogo. São aqueles jogadores cuja habilidade é tão superior à dos outros que o jogo acaba se resumindo a fazer a bola chegar nele que ele resolve.
Quando joguei com esse meu amigo, fizemos um acordo de cavalheiros para não usar a super-velocidade, o super-chute, a super-habilidade de nossos jogadores em prol de um jogo mais puro e próximo à realidade.
Ontem, Lionel Messi mostrou que isso não é mais necessário.
Quando joguei com esse meu amigo, fizemos um acordo de cavalheiros para não usar a super-velocidade, o super-chute, a super-habilidade de nossos jogadores em prol de um jogo mais puro e próximo à realidade.
Ontem, Lionel Messi mostrou que isso não é mais necessário.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Capítulo 16
Às 9h30 do dia seguinte, nossos heróis cruzam o imponente hall do edifício-sede do Império JPA3, no Bom Retiro. Com um discreto aceno ao porteiro, o homenzinho conduz Longdon pelas catracas – um de cada vez, para alívio do professor. Entraram no elevador e o homenzinho se esticou para apertar o botão do 39º e último andar, referente ao escritório de J. P. Alphonsus III.
No hall de entrada do andar, três coreanos aguardavam o elevador. Mal os viu, Longdon tentou fugir, mas o homenzinho o segurou pela manga do paletó de tweed.
- Esses aqui são o sr. Kim e seus dois filhos, professor. Estamos entre amigos.
Longdon tentou, sem sucesso, esconder-se atrás do homenzinho enquanto o oriental lhe fazia uma mesura.
- Senhor Longdon, nós realmente precisamos da sua ajuda. Por favor, quebra essa.
Seus dois filhos o seguiram, soltando um breve “É nóis” para o americano no caminho.
Só depois que a porta do elevador se fechou é que Longdon ousou sair de trás do homenzinho. Seu nervosismo era tanto que nem notou a réplica de escrivaninha vitoriana em um canto ou os Caravaggios falsetas na parede. Tinha a sensação que tudo naquela sala era uma ameaça.
Nesse momento, J. P. Alphonsus III abriu vigorosamente a porta do escritório.
- Ah, aqui estão vocês! Já não era sem tempo! Entrem, entrem, por favor.
Perto dali, em frente a um vendedor de cachorro-quente, o negão e o coreano vigiam dissimuladamente a porta principal do edifício. O negão já começava a dissimular seu terceiro hot-dog, enquanto o coreano fingia ouvir música em alto volume no seu recém-adquirido iPod.
Subitamente, o negão se agachou atrás da van de cachorro-quente, derramando purê de batata no meio-fio. O coreano ergueu os olhos do iPod e viu três compatriotas seus saírem do edifício direto para dentro de um táxi.
O coreano fez sinal para o negão segui-lo. Tinham que se aproximar da porta, pois o alvo poderia aparecer a qualquer momento.
No hall de entrada do andar, três coreanos aguardavam o elevador. Mal os viu, Longdon tentou fugir, mas o homenzinho o segurou pela manga do paletó de tweed.
- Esses aqui são o sr. Kim e seus dois filhos, professor. Estamos entre amigos.
Longdon tentou, sem sucesso, esconder-se atrás do homenzinho enquanto o oriental lhe fazia uma mesura.
- Senhor Longdon, nós realmente precisamos da sua ajuda. Por favor, quebra essa.
Seus dois filhos o seguiram, soltando um breve “É nóis” para o americano no caminho.
Só depois que a porta do elevador se fechou é que Longdon ousou sair de trás do homenzinho. Seu nervosismo era tanto que nem notou a réplica de escrivaninha vitoriana em um canto ou os Caravaggios falsetas na parede. Tinha a sensação que tudo naquela sala era uma ameaça.
Nesse momento, J. P. Alphonsus III abriu vigorosamente a porta do escritório.
- Ah, aqui estão vocês! Já não era sem tempo! Entrem, entrem, por favor.
Perto dali, em frente a um vendedor de cachorro-quente, o negão e o coreano vigiam dissimuladamente a porta principal do edifício. O negão já começava a dissimular seu terceiro hot-dog, enquanto o coreano fingia ouvir música em alto volume no seu recém-adquirido iPod.
Subitamente, o negão se agachou atrás da van de cachorro-quente, derramando purê de batata no meio-fio. O coreano ergueu os olhos do iPod e viu três compatriotas seus saírem do edifício direto para dentro de um táxi.
O coreano fez sinal para o negão segui-lo. Tinham que se aproximar da porta, pois o alvo poderia aparecer a qualquer momento.
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